quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Animais: produção em série

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Infelizmente uma prática banal é a produção em série de animais domésticos para comercialização. Nesse caso específico, quero falar sobre os cães. Nas minhas idas a agropecuárias tenho verificado “in loco” o descaso com a vida dos cãezinhos. Mais não só deles, coelhos, pintinhos, patos, marrecos, passarinhos e outros. Pessoas sem o mínimo compromisso com a vida alheia utilizam seres sencientes para obterem lucros. Em minhas conversas com os atendentes destas agropecuárias, fiquei sabendo que existe muita gente usando, este é o termo, USANDO, cães exclusivamente para procriarem e venderem. São cãezinhos “fabricados”, muitos nem acabam o período de desmame e já são levados às agropecuárias para serem vendidos. São tidos como objetos! As fêmeas, provavelmente, são levadas ao sofrimento contínuo, sendo feitas de “maquinas de reprodução”. Sofrem durante e depois do período de gestação, pois tem seus filhos arrancados de si no momento de maior intimidade entre mãe e filhos, a amamentação. A literatura cientifica da etologia e da psicologia animal está farta de artigos constatando os sofrimentos dos animais desmamados precocemente. Problemas emocionais, que dão origem a vários comportamentos indesejáveis, como a coprofagia, são citados na literatura. Se as questões fisiológicas e psicológicas dos bichinhos não são levadas em conta, imagine a questão ética. Essa passa longe desses infames humanos. Com tantos cães sem lar, passando fome, sede, feridos, dormindo ao relendo, perambulando pelas ruas das cidades brasileiras, temos que aturar vendedores e compradores insensíveis de cães “chiques”, que preferem serem cúmplices da crueldade da reprodução em série do que adotar um animal de rua. A pergunta que não quer calar é: o que os órgãos (in) competentes estão fazendo?