terça-feira, 26 de julho de 2016

É só um cachorro... É só um cachorro...

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Com essas palavras, frias e insensíveis, é que muitos humanos se referem aos animais que são mortos com crueldade, torturados e assassinados pelo denominado Homo sapiens sapiens. Que presunção, essa autointitulação!  Várias pesquisas acadêmicas, principalmente de universidades norte-americanas e do próprio FBI já constataram que Homo sapiens sapiens que torturam animais de outras espécies tem grande probabilidade de se tornarem criminosos perigosos e matadores em série, os denominados serial killer. Portanto, quando ver alguém maltratar um animal indefeso, DENUNCIE E NÃO SE OMITA! Hoje é um animalzinho frágil, AMANHÃ PODE SER VOCÊ OU ALGUÉM DA SUA FAMÍLIA! 
Imagem - Tudo sobre cachorros
tudosobrecachorros.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O ensino de fisiologia é possível sem matança


Mykola Makarchuk - nikmak@biocc.univ.kiev.ua 
Faculdade de Biologia, Kyiv National Taras Shevchenko University, Ucrânia 


O princípio fundamental por trás de todas as formas de vida é o do desenvolvimento, pelo qual uma forma de vida é substituída por outra mais aperfeiçoada. A consciência quanto a esse princípio deveria nortear nossa prática. O desenvolvimento gradual das ciências da vida no final do século XX tem conduzido a uma conclusão importante e fundamental quanto à necessidade de mudar nossa ideologia geral com respeito ao relacionamento entre as pessoas e todas as outras formas de vida. Considerando-se tanto a exclusividade quanto a indissolubilidade da conexão entre essas formas de vida, a questão da ética está acima de tudo. 

Em geral, o reconhecimento teórico de uma mudança de ideologia não conduz facilmente a sua realização prática. Aqueles que apóiam a preservação do status quo são os que apresentam maior resistência. O raciocínio destes quanto à defesa da utilização animal pode incluir, por exemplo, o tema da qualidade de ensino. A questão moral e ética da abordagem tradicional para a educação, que leva obrigatoriamente a matança de animais, é obscurecida pela prática de tal ensinamento, ou, mais precisamente, pela crença a priori da 'indispensabilidade' de tal prática. 

Os filósofos concluíram que a prática é o único critério da verdade. Abordarei a realidade atual na Ucrânia e minha própria prática como Chefe de Fisiologia da Kyiv National Taras Shevchenko University. Estou consciente de que as mudanças não são tão amplas quanto eu gostaria, mas também não tão pequenas de forma que não se pudesse chegar a algumas conclusões preliminares. Freqüentemente os primeiros passos são os mais difíceis. 

Para ler o artigo na íntegra acesse o link: http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/Mykola.htm



terça-feira, 5 de julho de 2016

EVOLUÇÃO: uma teoria inconveniente

Artigo escrito professor: Edson Silva.



Temos visto no Brasil, país supostamente laico, uma intromissão teológica nos assuntos de Estado de fazer inveja a qualquer ditadura teológica passada ou contemporânea. Pastores, padres e toda uma plêiade de sacerdotes de todos os matizes desfilam pelo parlamento brasileiro e dão entrevistas aos diversos meios de comunicação de massa falando de teorias científicas e criticado-as como se fossem prêmios Nobel da ciência, especialmente da ciência biológica. Passado o riso, o que me fica é o espanto, espanto de ver pessoas que nada sabem de ciência, metodologia científica e biologia emitirem opiniões equivocadas e românticas sobre Evolução, Seleção Natural e outros temas científicos, e a acolhida “acéfala” de grande parte da imprensa brasileira. Ora, esses senhores, que se arvoram em arautos dos seus “rebanhos”, como eles mesmos se definem, deveriam ser mais modestos e menos arrogantes, abdicarem de pseudos discursos científicos e se limitarem a suas divagações teológicas! Para eles, nobres hipócritas da palavra, a teoria da evolução é uma teoria muito inconveniente!A proposta deste escrito é fazer uma crítica radical a essa intromissão descabida e imprópria da teologia em assuntos científicos e de Estado, quando este mesmo Estado, deve, segundo sua própria Constituição, ser laico e desprovido de ideologias religiosas. Quando falo “uma crítica radical”, estou me referindo a uma crítica que pega o problema pela raiz, que vai ao encontro do mais profundo, daquilo que não é dito, mais é defendido, ou daquilo que é tido mais é manipulado, maquiado, ou para falar de forma semântica, daquilo que tem sentido ideológico. Bem, não estou aqui para fazer uma apologia a favor do ateísmo, pois isso já foi feito de forma retumbante por Richard Dawkins, em seu Deus: um delírio. Estou aqui para dissertar e advogar, apesar de não ser advogado e Darwin não ter pedido isso para mim, a favor da ciência e da Teoria da Evolução e de seus corolários, especialmente da seleção natural. Portanto, aos religiosos que se sentirem ofendidos, sugiro, da próxima vez que sentirem uma dor e qualquer patologia surgir, que não busquem um bom médico, embasado em conhecimento científico, mais façam uma dança ao redor de uma fogueira e orem para Thor, Zeus, Baal ou no que acreditarem! O contrário disso foi o que fez um famoso pastor evangélico, apesar de em suas pregações noturnas ao vivo em rede nacional de televisão prometer curar todo o tipo de dor, exorcizar demônios e curar doentes mentais, quando foi à vez dele ficar doente correu para o Hospital Sírio Libanês em São Paulo, referência no que há de mais moderno na medicina científica e tecnológica atual!
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Sabemos através da narrativa histórica que a teologia, principalmente a teologia cristã, primeiramente com o catolicismo e depois com o protestantismo em suas diversas expressões, sempre teve a filosofia como serva da teologia, escravizando-a de acordo com os seus interesses. Ora, isso pode ser dito, em certa medida, sobre a relação entre ciência e teologia, sabedores que somos sobre os muitos descalabros e impropérios que a teologia vez a ciência passar. Casos emblemáticos na História da Ciência não faltam, só para citar, o esdrúxulo julgamento de Galileu, que apesar de todos os seus estudos e experimentos empíricos teve que abdicar da sua certeza de que o sistema solar era heliocêntrico para escapar da morte, como herege, na fogueira santa. Sobre o destino cruel de Giordano Bruno - a igreja dizia que sua cosmologia era herética e diabólica - todos nós sabemos, foi “torrado” na fogueira santa da Santa Inquisição. Portanto, sem meias palavras, a despeito do que pastores, padres e demais religiosos possam pensar sobre este escriba, provavelmente vão me condenar ao fogo do inferno, deixem a ciência em paz, larguem do pé dela, cuidem de suas divagações metafísicas e não se intrometam onde não devem e não fazem falta. Se tivermos (a ciência), alguma área do conhecimento para fazer uma parceria fecunda, e tem sido feito, é com a ética, principalmente a Ética Prática no estilo Peter Singer, a teologia não tem nada a contribuir significativamente para com a ciência, ao contrário, pode atrasá-la e até prejudica-la.