quarta-feira, 6 de abril de 2016

De sentimentos, afeto, cultura e consciência

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Até pouco tempo era muito temerário um cientista, fosse um antropólogo, biólogo etc., afirmar que um primata ou outro animal poderia ter consciência, cultura ou interesses deliberados. Dizer que um chimpanzé ou um golfinho tinham relações afetivas e classificá-las como consciente era um risco a ser corrido no meio acadêmico. Entretanto com pesquisas de campo na área da etologia cognitiva e social, e com o aporte científico da neurociência isso já não pode mais ser negado, nem mesmo pelos cientistas mais céticos. Trabalhos de décadas na área da etologia como os realizados por Marc Bekoff, Jane Goodall, Frans de Waal e outros, e mais recentemente por neurocientistas renomados como Philip Low, colocaram por terra a pretensa exclusividade da consciência, da afetividade, da senciência e talvez até da autoconsciência para os humanos. Isso nos remete a um sério dilema ético de como estamos tratando e considerando os animais!

http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/09/15/conversa-de-sagui-2/

http://www.revistas.usp.br/ra/article/view/27174/28946