quarta-feira, 2 de março de 2016

Bichos não - humanos também tem ansiedade, depressão...

Artigo escrito professor: Edson Silva.

A palavra ansiedade é proveniente do termo grego Anshein que significa sufocar, oprimir, sendo algumas das suas características fisiológicas mais marcantes as alterações na freqüência cardíaca, na pressão arterial, na tonicidade muscular, e sudorese (GRAEFF E BRANDÃO, 1996).
Segundo (O'CONNOR et al, 2000), experiências de memorizações pregressas, e fibras nervosas aferentes e eferentes estão envolvidos na integração neurofisiológica da ansiedade. Após essas sensações terem sido integradas em áreas corticais superiores, a amígdala recebe a informação relativa ao estado de ansiedade (LeDOUX, 1998). A amígdala parece ser uma estrutura central na geração do medo, da agressividade e da ansiedade, sendo uma das estruturas mais estudadas nos últimos anos (BEAR, CONNORS E PARADISO, 2008).
Responsável pelas emoções e comportamentos sociais, o sistema limbico, herança da evolução,  esta presente em todos os mamíferos.  Por isso não há, ou não deveria haver, surpressa quando falamos em gatos estressados, cães ansiosos ou elefantes deprimidos.  

 REFERÊNCIAS

BEAR, M.F; CONNORS, B.W; PARADISO, M.A. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. Porto Alegre: Artmed, 3ª edição, 2008.

GRAEFF, F.G; BRANDÃO; M. L. Neurobiologia das doenças mentais. São Paulo: Lemos, 1996.

LeDOUX, E. J. The neural circuits underlying anxiety and fear: fear and the brain: where have we been, and were are we going? Biol. Psychiatry, 1998.

O'CONNOR, P.J; PETRUZZELLO, S.J; KUBITZ, K.A; ROBINSON, T. L. Anxiety responses to maximal exercise testing. Br. J. Sport Med, Jun; 29 (2): 97-102, 1995.

SILVA, Edson José da. Efeitos do exercício físico aeróbio na ansiedade. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 19 - Nº 193 - Junio de 2014.