terça-feira, 15 de março de 2016

Anote aí nº 2


Uma das maiores preocupações com os animais domésticos, especialmente com cães e gatos, são aquelas relacionadas com a alimentação dos mesmos. Como a alimentação vegana para cães e gatos ainda é muito incipiente e polêmica, pois faltam mais estudos para resolvermos isso, muitos tutores usam alimentação industrializada. Uma grande variedade de marcas promete maravilhas, como por exemplo: eliminação do mau hálito, pelos bonitos, ossos fortes, etc., entretanto, temos que ficar atentos às várias substâncias que essas rações trazem em sua composição. Pois podem, em excesso ou na falta delas, desenvolver patologias graves. Uma das minhas maiores preocupações sempre foi com o excesso de sal nas rações industrializadas que eu uso para os “meus” gatos. Depois de pesquisar e ler muito descartei aquelas que possuem grande concentração de sódio, pois elas podem trazer sérios prejuízos a saúde dos “nossos” cães e gatos, como doenças nos rins.  Como não estou satisfeito com a alimentação dos animais que convivem comigo, continuo estudando o assunto, e em breve, espero, eu mesmo possa fazer a comida deles.


Foto: Shutterstock
 



sexta-feira, 11 de março de 2016

Sofrimento animal

"A questão não é se eles podem raciocinar nem se podem falar, mas se eles podem sofrer". Jeremy Bentham, Filósofo Inglês, (1748-1832).
 
"Para Bentham, realmente não faz diferença se os animais podem pensar ou se são inteligentes. Para ele o que importava era se podiam ou não sofrer." BEKOFF, Marc. A Vida Emocional dos Animais. Ed. Cultrix, São Paulo: 2010.
 
Para pessoas de bom senso, e não precisa ser cientista, é óbvio e explicito que os animais podem sofrer, apesar do ridículo raciocínio de alguns cientistas e filósofos (?) dizerem o contrário. Provavelmente estes senhores tão abnegados a suas ciências e filosofias jamais tiverem um gato ou um cão e nunca pisaram a cauda dos mesmos de forma acidental!
Foto: shutterstock


segunda-feira, 7 de março de 2016

A indiferença embutida

Acordamos!  Fazemos nossa higiene pessoal, tomamos café, nos vestimos, usamos carro ou coletivo, trabalhamos, almoçamos, lanchamos, jantamos, descansamos, vamos ao lazer... Dormimos!

Quando fazemos nossa higiene pessoal, pensamos no material e na exploração da natureza que está embutida nesse processo? Quantos rios, lagos ou mesmo mares estão sendo poluídos para produzirem escovas de dente, creme dental, sabonetes e xampus? Pensamos?

Quando tomamos café, pensamos no sofrimento oculto que vem com o leite, o queijo, a margarina ou o requeijão? E com o salame? E com os Ovos? Pensamos? Quantos animais estão sofrendo para nos dar esses “alimentos”? Pensamos?

Quanto trabalho mal remunerado jaz na construção dos nossos carros?  Quanto trabalho mal remunerado jaz no transporte coletivo? Quanto sofrimento embutido há nesse processo? Pensamos?

Quantas árvores destruídas para fabricar o papel que usamos no trabalho? Quantos rios, lagos e mares para produzir a tinta da caneta?  Pensamos?

Quando descasamos a noite, em nosso belo e aconchegante sofá, pensamos sobre o trabalho embutido nele? Pensamos? Trabalho escravo? Será? Pensamos?

Vamos ao lazer... Zoológico? Quem sabe? Pensamos no sofrimento oculto dos animais retirados do seu habitat natural? Pensamos na tristeza destes animais longe da sua mata, do seu céu, do seu rio ou do seu mar? Pensamos?

Dormimos! O sono dos justos?  O maravilhoso lençol fabricado por trabalho escravo em algum país periférico? Pensamos?

Pensar, pensar, pensar... Dá trabalho pensar! Dá angustia pensar...

Mudar, mudar, mudar... Dá trabalho mudar! 



sexta-feira, 4 de março de 2016

Anote aí nº 1

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Caros colegas, uma dica que julgo muito importante para a saúde dos nossos gatinhos e da nossa própria saúde é a escolha da melhor areia ou sílica possível, aquela que fica na caixinha que serve de sanitário aos nossos felinos. Areias que soltam muita poeira podem trazer sérios danos pulmonares, a nós e aos nossos bichinhos, isso, é lógico, em longo prazo.  Porém, como não queremos prejuízos a nossa saúde e nem a dos nossos felinos, uma sugestão é escolher uma areia, eu prefiro a sílica, que não solte poeira em excesso, com a experimentação de usar várias areias ou sílica acabamos por saber qual delas é a melhor. Outra coisa é o cuidado de usarmos uma máscara sempre que formos recolher as fezes dos bichanos, pois assim não aspiramos a poeira no ato de limpar o sanitário dos gatinhos. Existem máscaras bem “baratinhas” no mercado, algumas custam em torno de 2 Reais, e o importante é trocá-las sempre que necessário, Ok ? Saúde e paz a todos!





quinta-feira, 3 de março de 2016

Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal

Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal


Nós declaramos o seguinte:


"A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que os animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".


* A Declaração de Cambridge sobre a Consciência foi escrito por Philip Low e editado por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch. A Declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, em 7 de julho de 2012, no Francis Crick Conferência Memorial sobre a Consciência em animais humanos e não-humanos, no Churchill College, Universidade de Cambridge, por baixo, Edelman e Koch. A Declaração foi assinada pelos participantes da conferência, naquela mesma noite, na presença de Stephen Hawking, na Sala de Balfour no Hotel du Vin, em Cambridge, Reino Unido. A cerimônia de assinatura foi imortalizada pela CBS 60 Minutes.
Para saber mais:   http://fcmconference.org/

quarta-feira, 2 de março de 2016

Bichos não - humanos também tem ansiedade, depressão...

Artigo escrito professor: Edson Silva.

A palavra ansiedade é proveniente do termo grego Anshein que significa sufocar, oprimir, sendo algumas das suas características fisiológicas mais marcantes as alterações na freqüência cardíaca, na pressão arterial, na tonicidade muscular, e sudorese (GRAEFF E BRANDÃO, 1996).
Segundo (O'CONNOR et al, 2000), experiências de memorizações pregressas, e fibras nervosas aferentes e eferentes estão envolvidos na integração neurofisiológica da ansiedade. Após essas sensações terem sido integradas em áreas corticais superiores, a amígdala recebe a informação relativa ao estado de ansiedade (LeDOUX, 1998). A amígdala parece ser uma estrutura central na geração do medo, da agressividade e da ansiedade, sendo uma das estruturas mais estudadas nos últimos anos (BEAR, CONNORS E PARADISO, 2008).
Responsável pelas emoções e comportamentos sociais, o sistema limbico, herança da evolução,  esta presente em todos os mamíferos.  Por isso não há, ou não deveria haver, surpressa quando falamos em gatos estressados, cães ansiosos ou elefantes deprimidos.  

 REFERÊNCIAS

BEAR, M.F; CONNORS, B.W; PARADISO, M.A. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. Porto Alegre: Artmed, 3ª edição, 2008.

GRAEFF, F.G; BRANDÃO; M. L. Neurobiologia das doenças mentais. São Paulo: Lemos, 1996.

LeDOUX, E. J. The neural circuits underlying anxiety and fear: fear and the brain: where have we been, and were are we going? Biol. Psychiatry, 1998.

O'CONNOR, P.J; PETRUZZELLO, S.J; KUBITZ, K.A; ROBINSON, T. L. Anxiety responses to maximal exercise testing. Br. J. Sport Med, Jun; 29 (2): 97-102, 1995.

SILVA, Edson José da. Efeitos do exercício físico aeróbio na ansiedade. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 19 - Nº 193 - Junio de 2014.