segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Hachiko, a história de um cão e seu tutor

Hachiko (em japonês: ハチ公), conhecido em japonês como cão fiel Hachikō (忠犬ハチ公, chūken Hachikō?)" (Odate, 10 de novembro de 1923 - Shibuya, 8 de março de 1935) foi um cão da raça akita, até hoje lembrado por sua lealdade ao dono, e que perdurou mesmo após a morte deste.
Em 1924, Hachikō foi trazido a Tóquio pelo seu dono, Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. O professor Ueno, que sempre foi um amante de cães, nomeou-o Hachi (Hachikō é o diminutivo de Hachi) e o encheu de amor e carinho. Hachikō acompanhava Ueno desde a porta de casa até à, não distante, estação de trens de Shibuya, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos na noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde o professor não retornou em seu usual trem, como de costume. A vida feliz de Hachikō como o animal de estimação do professor Ueno foi interrompida apenas um ano e quatro meses depois. Ueno sofrera um AVC na universidade naquele dia, nunca mais retornando à estação onde sempre o esperara Hachikō.  Fonte: wikipédia.
Para ler mais sobre essa história acesse:https://pt.wikipedia.org/wiki/Hachiko ou
  http://portaldodog.com.br/cachorros/curiosidades/a-verdadeira-historia-de-hachiko/

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Ronronterapia: Gatos aliviam stress, ansiedade e até doenças cardíacas

Perseguidos em diferentes épocas e vítimas históricas de preconceito, os gatos  estão ganhando absolvição por meio de um papel inesperado: o de terapeutas. Em seu recém-lançado livro “La Ronron Thérapie”, a jornalista francesa Véronique Aïache explica, devidamente ancorada por trabalhos científicos, como o convívio com um bichano pode melhorar a vida das pessoas. Ela relata, por exemplo, pesquisas como a do veterinário francês Jean-Yves Gauchet, que testou o poder do ronrom – o som emanado pelos gatos quando estão em repouso – em 250 voluntários, submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído de Rouky, o gato do veterinário. Ao fim do estudo, os participantes declararam sentir mais bem estar, serenidade e uma facilidade maior para dormir. O poder tranquilizante dos felinos foi o porto seguro da gerente comercial Cris Sakuraba, 46 anos. “Não desmerecendo o medicamento, mas minha gatinha mudou minha vida”, diz. Cris sofria de ansiedade, stress, depressão e agorafobia (medo de espaços abertos ou aglomerações), doenças que estavam minando sua qualidade de vida.“Agora estou 95% curada dos problemas.” A gatoterapeuta Marisa Paes afirma que é capaz de fazer até quem não gosta dos bichanos se beneficiar da presença deles. “Mesmo quem tem medo de gato me procura. Comigo como mediadora, a pessoa vai se desbloqueando”, afirma. Os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvido no Brasil no começo da década de 50, pela psiquiatra Nise da Silveira. O tratamento foi uma alternativa com resultados palpáveis às terapêuticas agressivas, como lobotomia e eletrochoque. “Com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento”, diz Hannelore Fuchs, doutora em psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal. Faz sentido. A frequência do ronrom é entre 25 e 50 hertz, a mesma utilizada na medicina esportiva para acelerar cicatrizações e recuperar lesões. No ano passado, a gigante de tecnologia Apple lançou em parceria com o veterinário Gauchet um aplicativo para iPhone que usa o ronrom para amenizar os efeitos que a diferença de fuso horário em viagens provoca. Um estudo de 2008 da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, mostrou que um bichano em casa reduz em até 30% o risco de ataque cardíaco, por ajudar a relaxar e aliviar o stress. Só não pode ser alérgico a pelos. Fonte: Isto É - 06 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 27 de setembro de 2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

É só um cachorro... É só um cachorro...

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Com essas palavras, frias e insensíveis, é que muitos humanos se referem aos animais que são mortos com crueldade, torturados e assassinados pelo denominado Homo sapiens sapiens. Que presunção, essa autointitulação!  Várias pesquisas acadêmicas, principalmente de universidades norte-americanas e do próprio FBI já constataram que Homo sapiens sapiens que torturam animais de outras espécies tem grande probabilidade de se tornarem criminosos perigosos e matadores em série, os denominados serial killer. Portanto, quando ver alguém maltratar um animal indefeso, DENUNCIE E NÃO SE OMITA! Hoje é um animalzinho frágil, AMANHÃ PODE SER VOCÊ OU ALGUÉM DA SUA FAMÍLIA! 
Imagem - Tudo sobre cachorros
tudosobrecachorros.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O ensino de fisiologia é possível sem matança


Mykola Makarchuk - nikmak@biocc.univ.kiev.ua 
Faculdade de Biologia, Kyiv National Taras Shevchenko University, Ucrânia 


O princípio fundamental por trás de todas as formas de vida é o do desenvolvimento, pelo qual uma forma de vida é substituída por outra mais aperfeiçoada. A consciência quanto a esse princípio deveria nortear nossa prática. O desenvolvimento gradual das ciências da vida no final do século XX tem conduzido a uma conclusão importante e fundamental quanto à necessidade de mudar nossa ideologia geral com respeito ao relacionamento entre as pessoas e todas as outras formas de vida. Considerando-se tanto a exclusividade quanto a indissolubilidade da conexão entre essas formas de vida, a questão da ética está acima de tudo. 

Em geral, o reconhecimento teórico de uma mudança de ideologia não conduz facilmente a sua realização prática. Aqueles que apóiam a preservação do status quo são os que apresentam maior resistência. O raciocínio destes quanto à defesa da utilização animal pode incluir, por exemplo, o tema da qualidade de ensino. A questão moral e ética da abordagem tradicional para a educação, que leva obrigatoriamente a matança de animais, é obscurecida pela prática de tal ensinamento, ou, mais precisamente, pela crença a priori da 'indispensabilidade' de tal prática. 

Os filósofos concluíram que a prática é o único critério da verdade. Abordarei a realidade atual na Ucrânia e minha própria prática como Chefe de Fisiologia da Kyiv National Taras Shevchenko University. Estou consciente de que as mudanças não são tão amplas quanto eu gostaria, mas também não tão pequenas de forma que não se pudesse chegar a algumas conclusões preliminares. Freqüentemente os primeiros passos são os mais difíceis. 

Para ler o artigo na íntegra acesse o link: http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/Mykola.htm



terça-feira, 5 de julho de 2016

EVOLUÇÃO: uma teoria inconveniente

Professor: Edson Silva.
Temos visto no Brasil, país supostamente laico, uma intromissão teológica nos assuntos de Estado de fazer inveja a qualquer ditadura teológica passada ou contemporânea. Pastores, padres e toda uma plêiade de sacerdotes de todos os matizes desfilam pelo parlamento brasileiro e dão entrevistas aos diversos meios de comunicação de massa falando de teorias científicas e criticado-as como se fossem prêmios Nobel da ciência, especialmente da ciência biológica. Passado o riso, o que me fica é o espanto, espanto de ver pessoas que nada sabem de ciência, metodologia científica e biologia emitirem opiniões equivocadas e românticas sobre Evolução, Seleção Natural e outros temas científicos, e a acolhida “acéfala” de grande parte da imprensa brasileira. Ora, esses senhores, que se arvoram em arautos dos seus “rebanhos”, como eles mesmos se definem, deveriam ser mais modestos e menos arrogantes, abdicarem de pseudos discursos científicos e se limitarem a suas divagações teológicas! Para eles, nobres hipócritas da palavra, a teoria da evolução é uma teoria muito inconveniente!A proposta deste escrito é fazer uma crítica radical a essa intromissão descabida e imprópria da teologia em assuntos científicos e de Estado, quando este mesmo Estado, deve, segundo sua própria Constituição, ser laico e desprovido de ideologias religiosas. Quando falo “uma crítica radical”, estou me referindo a uma crítica que pega o problema pela raiz, que vai ao encontro do mais profundo, daquilo que não é dito, mais é defendido, ou daquilo que é tido mais é manipulado, maquiado, ou para falar de forma semântica, daquilo que tem sentido ideológico. Bem, não estou aqui para fazer uma apologia a favor do ateísmo, pois isso já foi feito de forma retumbante por Richard Dawkins, em seu Deus: um delírio. Estou aqui para dissertar e advogar, apesar de não ser advogado e Darwin não ter pedido isso para mim, a favor da ciência e da Teoria da Evolução e de seus corolários, especialmente da seleção natural. Portanto, aos religiosos que se sentirem ofendidos, sugiro, da próxima vez que sentirem uma dor e qualquer patologia surgir, que não busquem um bom médico, embasado em conhecimento científico, mais façam uma dança ao redor de uma fogueira e orem para Thor, Zeus, Baal ou no que acreditarem! O contrário disso foi o que fez um famoso pastor evangélico, apesar de em suas pregações noturnas ao vivo em rede nacional de televisão prometer curar todo o tipo de dor, exorcizar demônios e curar doentes mentais, quando foi à vez dele ficar doente correu para o Hospital Sírio Libanês em São Paulo, referência no que há de mais moderno na medicina científica e tecnológica atual!
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Sabemos através da narrativa histórica que a teologia, principalmente a teologia cristã, primeiramente com o catolicismo e depois com o protestantismo em suas diversas expressões, sempre teve a filosofia como serva da teologia, escravizando-a de acordo com os seus interesses. Ora, isso pode ser dito, em certa medida, sobre a relação entre ciência e teologia, sabedores que somos sobre os muitos descalabros e impropérios que a teologia vez a ciência passar. Casos emblemáticos na História da Ciência não faltam, só para citar, o esdrúxulo julgamento de Galileu, que apesar de todos os seus estudos e experimentos empíricos teve que abdicar da sua certeza de que o sistema solar era heliocêntrico para escapar da morte, como herege, na fogueira santa. Sobre o destino cruel de Giordano Bruno - a igreja dizia que sua cosmologia era herética e diabólica - todos nós sabemos, foi “torrado” na fogueira santa da Santa Inquisição. Portanto, sem meias palavras, a despeito do que pastores, padres e demais religiosos possam pensar sobre este escriba, provavelmente vão me condenar ao fogo do inferno, deixem a ciência em paz, larguem do pé dela, cuidem de suas divagações metafísicas e não se intrometam onde não devem e não fazem falta. Se tivermos (a ciência), alguma área do conhecimento para fazer uma parceria fecunda, e tem sido feito, é com a ética, principalmente a Ética Prática no estilo Peter Singer, a teologia não tem nada a contribuir significativamente para com a ciência, ao contrário, pode atrasá-la e até prejudicá-la.







quarta-feira, 1 de junho de 2016

Prisioneiros inocentes

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Para os humanos o bem mais precioso, apesar de não se pensar muito sobre isso no cotidiano, é a liberdade. Sem entrar em discussões filosóficas sobre o significado da liberdade e até que ponto somos livres, sem dúvida, a liberdade nos faz viver. É através da liberdade, mesmo aquela dificultada por aspectos sociais, econômicos, de saúde etc, que podemos escolher para onde vamos. Se vamos à escola ou a um cinema. Se vamos seguir essa ou aquela profissão. Se vamos à casa de um ou outro amigo. Se vamos passar o final de semana no campo ou na praia. Com os animais isso não é diferente, eles têm a ânsia da liberdade. E isso está bem documentado na literatura e em documentários que mostram a alegria e a exaltação de animais que são libertados depois de estarem presos por anos ou mesmo meses e dias. Os animais possuem uma natureza intrínseca de liberdade, quem tem animais em apartamentos sabe que os mesmos, em determinadas períodos se comportam de maneira a demonstrar ansiedade, tristeza e até estresse. Os pássaros engaiolados são vitimas de um crime monstruoso, pois sua natureza é a mais pura forma de liberdade, a de voar!  Animais retirados dos seus habitat naturais, para serem vendidos como mercadorias ou colocados em zoológicos, sofrem de forma cruel, pois seus interesses de alimentação, predação, convívio social, etc, são extremamente violentados. Sobre a barbárie dos animais confinados em granjas, fazendas experimentais, fazendas de produção e laboratórios, a literatura está sangrando!  OS ANIMAIS CLAMAM POR LIBERDADE! 


http://www.anda.jor.br/07/03/2009/carcere-de-animais-a-ditadura-humana



Imagem: OsMais.com

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Animais errantes

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Errante
Que anda ao acaso; Que não tem residência fixa; nômade.


Este é o termo que utilizamos para definirmos os animais que estão abandonados pelas ruas das nossas cidades. Animais famintos, sedentos e em geral doentes. Infestados por pulgas, carrapatos e acometidos por muitas patologias que lhes causam dor e sofrimento. Vítimas de preconceitos, violência e descaso, dos denominados seres humanos e do poder público. Muitos humanos (?) alegam que não se pode gastar com a saúde dos animais, o poder público, se já não tem para os humanos. Devemos lembrar que os animais são sim responsabilidade do Estado brasileiro, está na Constituição. E se não há dinheiro para a saúde dos humanos e dos animais é por que estamos num país corrupto, de ladrões, onde pagamos uma quantidade absurda de impostos e não temos direito a nada!  Os centros de zoonoses que fazem um trabalho de acolhimento, reabilitação e doação dos animais são raríssimos, e repito, pela carga “astronômica” dos nossos impostos, que esses ladrões políticos roubam diariamente, deveríamos ter atendimento de excelência, não só para os humanos, mais para os animais também! 


Imagem - sulinformação.pt

segunda-feira, 25 de abril de 2016

De ouro, mercúrio e meio ambiente

O Brasil é um dos países com maior potencial mineral do planeta. As jazidas de ouro, ferro, carvão etc., tem sido um importante fator econômico. Entretanto, a legislação e a fiscalização da indústria mineral são deficitárias. Veja o caso de Mariana - MG!
O ouro, minério muito cobiçado e valorizado no mercado mundial, traz consigo ameaças desastrosas ao meio ambiente. Pois como elemento químico protagonista na extração do mesmo, temos o mercúrio, metal pesado, bioacumulativo e perigoso para as diversas formas de vida. As consequências, como temos visto nos noticiários, são a morte, a mutilação e a extinção de espécies.


Cientistas da Universidade de Minnesota nos Estados Unidos realizaram uma pesquisa em ambiente controlado com Tentilhões-zebra(Taeniopygia guttata), e verificaram que o metilmercúrio desencadeou uma série de problemas nas aves, como “neurotoxicidade, insuficiência reprodutiva, comportamento alterado e dificuldades de avaliação da predação”. Consequências que podem reduzir a capacidade da espécie de se alimentar e através da cadeia trófica chegar a outros organismos vivos, inclusive o homem.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

De sentimentos, afeto, cultura e consciência

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Até pouco tempo era muito temerário um cientista, fosse um antropólogo, biólogo etc., afirmar que um primata ou outro animal poderia ter consciência, cultura ou interesses deliberados. Dizer que um chimpanzé ou um golfinho tinham relações afetivas e classificá-las como consciente era um risco a ser corrido no meio acadêmico. Entretanto com pesquisas de campo na área da etologia cognitiva e social, e com o aporte científico da neurociência isso já não pode mais ser negado, nem mesmo pelos cientistas mais céticos. Trabalhos de décadas na área da etologia como os realizados por Marc Bekoff, Jane Goodall, Frans de Waal e outros, e mais recentemente por neurocientistas renomados como Philip Low, colocaram por terra a pretensa exclusividade da consciência, da afetividade, da senciência e talvez até da autoconsciência para os humanos. Isso nos remete a um sério dilema ético de como estamos tratando e considerando os animais!

http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/09/15/conversa-de-sagui-2/

http://www.revistas.usp.br/ra/article/view/27174/28946

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Animais no cárcere

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Quando eu era criança não tinha noção de que manter passarinhos presos ia contra a sua maior riqueza, a liberdade de voar.  Não tinha conhecimento de que meus cães e meu gato eram descendentes de animais selvagens, e um dia, num passado remoto, tinham outro estilo de vida.
 Não tinha consciência da absurda contradição de cuidar dos meus animais em casa e maltratar os outros na rua.   Maldita funda! Ainda bem que não era bom de pontaria!
  Mas um dia a criança cresce, vira adolescente, ainda inconseqüente, porém mais atinado. Estuda, mantém contato com outros escritos, daqueles que parecem escondidos, pois não há interesse que o grande público tome consciência.  E assim desperta para a triste realidade, a realidade de milhões de animais mortos, diariamente, para o deleite do homem dito civilizado. Nas indústrias alimentícias e farmacêuticas, nas universidades e institutos de pesquisa, e mesmo no mais sutil encarceramento, como nos zoológicos e parques aquáticos, o sofrimento dos animais é perpetuado. Não me esqueço de um zoológico que visitei, onde pude verificar in loco a tristeza no semblante de alguns animais.  O que mais me chocou foi ver um elefante num espaço pequeno, com uma cobertura improvisada que mal o protegia das intempéries naturais.  Este elefante estava, com certeza, sofrendo, pois o tipo de vida que estava levando era totalmente incompatível com a sua natureza. Os elefantes são animais muito sociáveis e que caminham muito, seu envolvimento afetivo com seu grupo social está mais do que provado na literatura especializada, portanto deixar um animal deste sozinho em tal ambiente, para a apreciação curiosa dos humanos, é um verdadeiro crime. Sobre os animais que estão sendo utilizados em esportes, os chamados “Animais Atletas”, apesar de todo o aparato tecnológico e médico veterinário que os acompanham, são submetidos a movimentos estereotipados e cargas de treinamentos que namaioria das vezes os levam ao padecimento.  São frequentes as lesões osteomusculares e os problemas cardiorrespiratórios que incapacitam os animais atletas para uma vida sadia e duradoura.   Sem contar os animais que são utilizados de forma clandestina, esses são tratados de forma cruel e selvagem, como os galos lutadores de rinhas. Mudar hábitos e costumes arraigados em uma determinada cultura não é tarefa fácil, e o interesse do autor não é recriminar ninguém por seu modo de vida, pois não tenho este direito.   Mas hoje, consciente do mal que fazemos a natureza e aos animais, tenho o dever ético de expor este estudo. Portanto, leitor, não veja neste escrito algo ofensivo, mais uma oportunidade de conhecimento, e a decisão de mudança e as consequências dos seus atos cabem a você, só a você.





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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Harpia harpyja ameaçada




A capacidade, muitas vezes irresponsável, que o homem tem de alterar a natureza tem feito verdadeiro estrago na biogeografia do planeta. Desmatamentos, poluição das águas, da atmosfera e contaminação do solo parece não sensibilizar a denominada espécie homo sapiens, antropocêntrica e egoísta, pensa que os recursos do planeta são infinitos, que as demais formas de vida existem para lhe servir e acredita, cegamente, como dizia Saramago, que este planeta suportará tanta crueldade ad aeternum.
Nas árvores mais altas: de dois ovos, em geral apenas um filhote sobrevive
Faço esta introdução para dizer que uma das aves mais belas do Brasil, a harpia (Harpia harpyja), está seriamente ameaçada em virtude do desmatamento florestal, essa é a conclusão que chagaram cientistas brasileiros após estudos onde constataram perda da diversidade genética, essencial para a manutenção da espécie.   http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/03/21/harpias-perdem-diversidade/


terça-feira, 15 de março de 2016

Anote aí nº 2


Uma das maiores preocupações com os animais domésticos, especialmente com cães e gatos, são aquelas relacionadas com a alimentação dos mesmos. Como a alimentação vegana para cães e gatos ainda é muito incipiente e polêmica, pois faltam mais estudos para resolvermos isso, muitos tutores usam alimentação industrializada. Uma grande variedade de marcas promete maravilhas, como por exemplo: eliminação do mau hálito, pelos bonitos, ossos fortes, etc., entretanto, temos que ficar atentos às várias substâncias que essas rações trazem em sua composição. Pois podem, em excesso ou na falta delas, desenvolver patologias graves. Uma das minhas maiores preocupações sempre foi com o excesso de sal nas rações industrializadas que eu uso para os “meus” gatos. Depois de pesquisar e ler muito descartei aquelas que possuem grande concentração de sódio, pois elas podem trazer sérios prejuízos a saúde dos “nossos” cães e gatos, como doenças nos rins.  Como não estou satisfeito com a alimentação dos animais que convivem comigo, continuo estudando o assunto, e em breve, espero, eu mesmo possa fazer a comida deles.


Foto: Shutterstock
 



sexta-feira, 11 de março de 2016

Sofrimento animal

"A questão não é se eles podem raciocinar nem se podem falar, mas se eles podem sofrer". Jeremy Bentham, Filósofo Inglês, (1748-1832).
 
"Para Bentham, realmente não faz diferença se os animais podem pensar ou se são inteligentes. Para ele o que importava era se podiam ou não sofrer." BEKOFF, Marc. A Vida Emocional dos Animais. Ed. Cultrix, São Paulo: 2010.
 
Para pessoas de bom senso, e não precisa ser cientista, é óbvio e explicito que os animais podem sofrer, apesar do ridículo raciocínio de alguns cientistas e filósofos (?) dizerem o contrário. Provavelmente estes senhores tão abnegados a suas ciências e filosofias jamais tiverem um gato ou um cão e nunca pisaram a cauda dos mesmos de forma acidental!
Foto: shutterstock


segunda-feira, 7 de março de 2016

A indiferença embutida

Acordamos!  Fazemos nossa higiene pessoal, tomamos café, nos vestimos, usamos carro ou coletivo, trabalhamos, almoçamos, lanchamos, jantamos, descansamos, vamos ao lazer... Dormimos!

Quando fazemos nossa higiene pessoal, pensamos no material e na exploração da natureza que está embutida nesse processo? Quantos rios, lagos ou mesmo mares estão sendo poluídos para produzirem escovas de dente, creme dental, sabonetes e xampus? Pensamos?

Quando tomamos café, pensamos no sofrimento oculto que vem com o leite, o queijo, a margarina ou o requeijão? E com o salame? E com os Ovos? Pensamos? Quantos animais estão sofrendo para nos dar esses “alimentos”? Pensamos?

Quanto trabalho mal remunerado jaz na construção dos nossos carros?  Quanto trabalho mal remunerado jaz no transporte coletivo? Quanto sofrimento embutido há nesse processo? Pensamos?

Quantas árvores destruídas para fabricar o papel que usamos no trabalho? Quantos rios, lagos e mares para produzir a tinta da caneta?  Pensamos?

Quando descasamos a noite, em nosso belo e aconchegante sofá, pensamos sobre o trabalho embutido nele? Pensamos? Trabalho escravo? Será? Pensamos?

Vamos ao lazer... Zoológico? Quem sabe? Pensamos no sofrimento oculto dos animais retirados do seu habitat natural? Pensamos na tristeza destes animais longe da sua mata, do seu céu, do seu rio ou do seu mar? Pensamos?

Dormimos! O sono dos justos?  O maravilhoso lençol fabricado por trabalho escravo em algum país periférico? Pensamos?

Pensar, pensar, pensar... Dá trabalho pensar! Dá angustia pensar...

Mudar, mudar, mudar... Dá trabalho mudar! 



sexta-feira, 4 de março de 2016

Anote aí nº 1

Artigo escrito professor: Edson Silva.

Caros colegas, uma dica que julgo muito importante para a saúde dos nossos gatinhos e da nossa própria saúde é a escolha da melhor areia ou sílica possível, aquela que fica na caixinha que serve de sanitário aos nossos felinos. Areias que soltam muita poeira podem trazer sérios danos pulmonares, a nós e aos nossos bichinhos, isso, é lógico, em longo prazo.  Porém, como não queremos prejuízos a nossa saúde e nem a dos nossos felinos, uma sugestão é escolher uma areia, eu prefiro a sílica, que não solte poeira em excesso, com a experimentação de usar várias areias ou sílica acabamos por saber qual delas é a melhor. Outra coisa é o cuidado de usarmos uma máscara sempre que formos recolher as fezes dos bichanos, pois assim não aspiramos a poeira no ato de limpar o sanitário dos gatinhos. Existem máscaras bem “baratinhas” no mercado, algumas custam em torno de 2 Reais, e o importante é trocá-las sempre que necessário, Ok ? Saúde e paz a todos!





quinta-feira, 3 de março de 2016

Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal

Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal


Nós declaramos o seguinte:


"A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que os animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".


* A Declaração de Cambridge sobre a Consciência foi escrito por Philip Low e editado por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch. A Declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, em 7 de julho de 2012, no Francis Crick Conferência Memorial sobre a Consciência em animais humanos e não-humanos, no Churchill College, Universidade de Cambridge, por baixo, Edelman e Koch. A Declaração foi assinada pelos participantes da conferência, naquela mesma noite, na presença de Stephen Hawking, na Sala de Balfour no Hotel du Vin, em Cambridge, Reino Unido. A cerimônia de assinatura foi imortalizada pela CBS 60 Minutes.
Para saber mais:   http://fcmconference.org/

quarta-feira, 2 de março de 2016

Bichos não - humanos também tem ansiedade, depressão...

Artigo escrito professor: Edson Silva.

A palavra ansiedade é proveniente do termo grego Anshein que significa sufocar, oprimir, sendo algumas das suas características fisiológicas mais marcantes as alterações na freqüência cardíaca, na pressão arterial, na tonicidade muscular, e sudorese (GRAEFF E BRANDÃO, 1996).
Segundo (O'CONNOR et al, 2000), experiências de memorizações pregressas, e fibras nervosas aferentes e eferentes estão envolvidos na integração neurofisiológica da ansiedade. Após essas sensações terem sido integradas em áreas corticais superiores, a amígdala recebe a informação relativa ao estado de ansiedade (LeDOUX, 1998). A amígdala parece ser uma estrutura central na geração do medo, da agressividade e da ansiedade, sendo uma das estruturas mais estudadas nos últimos anos (BEAR, CONNORS E PARADISO, 2008).
Responsável pelas emoções e comportamentos sociais, o sistema limbico, herança da evolução,  esta presente em todos os mamíferos.  Por isso não há, ou não deveria haver, surpressa quando falamos em gatos estressados, cães ansiosos ou elefantes deprimidos.  

 REFERÊNCIAS

BEAR, M.F; CONNORS, B.W; PARADISO, M.A. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. Porto Alegre: Artmed, 3ª edição, 2008.

GRAEFF, F.G; BRANDÃO; M. L. Neurobiologia das doenças mentais. São Paulo: Lemos, 1996.

LeDOUX, E. J. The neural circuits underlying anxiety and fear: fear and the brain: where have we been, and were are we going? Biol. Psychiatry, 1998.

O'CONNOR, P.J; PETRUZZELLO, S.J; KUBITZ, K.A; ROBINSON, T. L. Anxiety responses to maximal exercise testing. Br. J. Sport Med, Jun; 29 (2): 97-102, 1995.

SILVA, Edson José da. Efeitos do exercício físico aeróbio na ansiedade. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 19 - Nº 193 - Junio de 2014.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Neurociência e cognição animal

Artigo escrito professor: Edson Silva.


No mundo contemporâneo, onde os avanços das Ciências Biológicas são cada vez mais avassaladores temas importantes e controversos emergem da própria prática científica e da dinâmica social. Procedimentos como clonagem, transgenia e células- troncos são vistos como maravilhas da ciência moderna, entretanto, o debate ético dessas questões são muitas vezes superficiais ou enviesados.
SILVA, Edson José da. Os animais no livro didático de biologia: considerações éticas e etológicas. Paper,  Indaial - SC: Uniasselvi, 2015.


Mais recentemente temos a neurociência cognitiva animal, com trabalhos de imageamento cerebral de animais mamíferos, esta pôde comprovar o que já há muito tempo desconfiava-se, grande parte dos animais não-humanos, senão todos, compartilham de muitas características tidas humanas(BEKOFF, 2010). Sentimentos de altruísmo e indignação, afetividade e ira já não podem ser considerados atributos exclusivamente humanos.


REFERÊNCIAS
BEKOFF, Marc. A Vida emocional dos animais: alegria, tristeza e empatia nos animais. São Paulo: Cultrix, 2010.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Bichos também se emocionam



EM ATIVIDADES DE ZOOTERAPIA, os bichos apresentam a fluência comportamental. 
Sentimentos mais harmônicos sutis em relação aos seres humanos.
Os animais não são máquinas insensíveis, movidas a estímulos como preconizou o filósofo Descartes. 
São seres com sentimentos, inteligência, memória, sujeitos a sofrimentos físicos e psíquicos. Assim 
defende a médica veterinária da Universidade de São Paulo (USP), Irvênia Luiza de Santis Prada, 

autoridade mundial na comunidade científica na área de Neuroanatomia Animal.

Fonte: Diário do Nordeste - Fortaleza - CE.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Etologia

Etologia: É fácil definir a Etologia, o estudo comparativo do comportamento: é a disciplina que aplica ao comportamento animal e humano todas as metodologias e todas aquelas perguntas feitas nos outros ramos da Biologia, desde o tempo de Charles Darwin.

LORENZ, Konrad. Os Fundamentos da Etologia. São Paulo: Editora Unesp, 1995. p. 17.