sexta-feira, 15 de julho de 2016

O ensino de fisiologia é possível sem matança


Mykola Makarchuk - nikmak@biocc.univ.kiev.ua 
Faculdade de Biologia, Kyiv National Taras Shevchenko University, Ucrânia 


O princípio fundamental por trás de todas as formas de vida é o do desenvolvimento, pelo qual uma forma de vida é substituída por outra mais aperfeiçoada. A consciência quanto a esse princípio deveria nortear nossa prática. O desenvolvimento gradual das ciências da vida no final do século XX tem conduzido a uma conclusão importante e fundamental quanto à necessidade de mudar nossa ideologia geral com respeito ao relacionamento entre as pessoas e todas as outras formas de vida. Considerando-se tanto a exclusividade quanto a indissolubilidade da conexão entre essas formas de vida, a questão da ética está acima de tudo. 

Em geral, o reconhecimento teórico de uma mudança de ideologia não conduz facilmente a sua realização prática. Aqueles que apóiam a preservação do status quo são os que apresentam maior resistência. O raciocínio destes quanto à defesa da utilização animal pode incluir, por exemplo, o tema da qualidade de ensino. A questão moral e ética da abordagem tradicional para a educação, que leva obrigatoriamente a matança de animais, é obscurecida pela prática de tal ensinamento, ou, mais precisamente, pela crença a priori da 'indispensabilidade' de tal prática. 

Os filósofos concluíram que a prática é o único critério da verdade. Abordarei a realidade atual na Ucrânia e minha própria prática como Chefe de Fisiologia da Kyiv National Taras Shevchenko University. Estou consciente de que as mudanças não são tão amplas quanto eu gostaria, mas também não tão pequenas de forma que não se pudesse chegar a algumas conclusões preliminares. Freqüentemente os primeiros passos são os mais difíceis. 

Para ler o artigo na íntegra acesse o link: http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/Mykola.htm