segunda-feira, 7 de março de 2016

A indiferença embutida

Acordamos!  Fazemos nossa higiene pessoal, tomamos café, nos vestimos, usamos carro ou coletivo, trabalhamos, almoçamos, lanchamos, jantamos, descansamos, vamos ao lazer... Dormimos!

Quando fazemos nossa higiene pessoal, pensamos no material e na exploração da natureza que está embutida nesse processo? Quantos rios, lagos ou mesmo mares estão sendo poluídos para produzirem escovas de dente, creme dental, sabonetes e xampus? Pensamos?

Quando tomamos café, pensamos no sofrimento oculto que vem com o leite, o queijo, a margarina ou o requeijão? E com o salame? E com os Ovos? Pensamos? Quantos animais estão sofrendo para nos dar esses “alimentos”? Pensamos?

Quanto trabalho mal remunerado jaz na construção dos nossos carros?  Quanto trabalho mal remunerado jaz no transporte coletivo? Quanto sofrimento embutido há nesse processo? Pensamos?

Quantas árvores destruídas para fabricar o papel que usamos no trabalho? Quantos rios, lagos e mares para produzir a tinta da caneta?  Pensamos?

Quando descasamos a noite, em nosso belo e aconchegante sofá, pensamos sobre o trabalho embutido nele? Pensamos? Trabalho escravo? Será? Pensamos?

Vamos ao lazer... Zoológico? Quem sabe? Pensamos no sofrimento oculto dos animais retirados do seu habitat natural? Pensamos na tristeza destes animais longe da sua mata, do seu céu, do seu rio ou do seu mar? Pensamos?

Dormimos! O sono dos justos?  O maravilhoso lençol fabricado por trabalho escravo em algum país periférico? Pensamos?

Pensar, pensar, pensar... Dá trabalho pensar! Dá angustia pensar...

Mudar, mudar, mudar... Dá trabalho mudar!